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Apple Watch Series 12 mede batimentos a cada 5 segundos e custa R$ 5.499

por Redação
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Apple Watch Series 12 em titânio ouro radiante, exibindo a frequência cardíaca e os sensores traseiros.

A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o Apple Watch Series 12, relógio que estreia o Health Sensing System e o chip S11. O novo conjunto mede a frequência cardíaca a cada cinco segundos ao longo do dia, aumenta a frequência de leitura da variabilidade cardíaca e calcula uma pontuação diária de prontidão. O preço inicial no Brasil é de R$ 5.499; nos Estados Unidos, US$ 399.

A geração mantém 24 horas de bateria no uso cotidiano, mas amplia a autonomia em exercícios externos e acelera a recarga. Também adiciona recursos de áudio e inteligência artificial que chegarão por etapas — alguns somente no fim de 2026 e inicialmente em inglês.

O que é o novo sistema de sensores

O comunicado da Apple descreve novos sensores ópticos e elétricos conectados ao S11. LEDs verdes maiores e mais eficientes permitem medir a frequência cardíaca a cada cinco segundos durante o dia, não apenas em exercícios ou intervalos mais espaçados.

A variabilidade da frequência cardíaca, ou HRV, passa a ser coletada até 24 vezes mais frequentemente. O relógio separa uma medida de recuperação, mais voltada a estresse e descanso diário, de uma visão geral para tendências mais longas. Também haverá alternância entre sinais vitais noturnos e diurnos.

A Apple afirma que o Series 12 tem a leitura de frequência cardíaca mais precisa entre os wearables avaliados. Essa é uma conclusão de um estudo conduzido pela própria empresa, em julho e agosto de 2026, com mais de mil participantes e produtos líderes disponíveis até junho. Sem publicação independente completa e comparação reproduzível, o superlativo deve ser entendido como alegação da fabricante.

Nenhuma dessas medições substitui avaliação médica. Frequência cardíaca, HRV e alertas podem ajudar a observar tendências, mas não fecham diagnóstico nem devem orientar tratamento sozinhos.

Pontuação de prontidão usa sono, treino e sinais vitais

A nova prontidão combina atividade recente, carga de treino, sinais vitais e pontuação de sono em uma nota de zero a dez. O resultado vem acompanhado de uma recomendação: recuperar, reduzir o ritmo, pronto ou avançar. A nota pode mudar durante o dia depois de um treino intenso ou de alterações nos sinais vitais.

O algoritmo foi desenvolvido com dados do Apple Heart and Movement Study e participação de cientistas do exercício e médicos da empresa. O recurso é útil como síntese, mas continua dependente da qualidade dos dados e das escolhas do modelo. Ele não deve ser interpretado como autorização clínica para treinar nem como detecção de doença.

O app Saúde no iPhone também será redesenhado mais tarde em 2026. Uma aba de longevidade incluirá “idade da saúde”, enquanto outra reunirá insights sobre coração, sono, prontidão, condicionamento, sinais vitais e ciclo menstrual. A estreia será em inglês dos Estados Unidos; a Apple não informou quando toda essa experiência chegará em português.

Áudio Inteligente levanta questões de privacidade

O S11 habilita reconhecimento de sons, Live Rewind, Siri Recap e identificação musical pelo Shazam. O Live Rewind mostra como texto os 15 segundos anteriores de uma conversa. Já o Siri Recap produz um resumo com título e pontos principais.

Segundo a Apple, o áudio bruto é processado em uma área isolada do chip chamada Secure Exclave, não vira gravação e é apagado imediatamente. Os recursos são opcionais, não identificam quem falou e exibem sinais sonoros e visuais quando o Live Rewind é ativado. Trechos e resumos salvos são criptografados de ponta a ponta no iCloud.

Essas garantias técnicas são importantes, mas não resolvem todas as questões sociais de um microfone capaz de recuperar conversas. Consentimento de quem está por perto, clareza dos alertas e comportamento em ambientes profissionais merecem atenção. Live Rewind e Siri Recap chegam em beta no fim do ano, primeiro em inglês.

Bateria, acabamento e compatibilidade

O Series 12 mantém até 24 horas de uso diário. Em atividade externa, a Apple promete até dez horas, 25% a mais que no modelo anterior. Quinze minutos de carga adicionam até 12 horas de bateria.

O relógio estará disponível em caixas de 42 mm e 46 mm. Há alumínio nas cores bronze-escuro, preto, ouro-claro e cinza-espacial; titânio em ouro radiante e natural; e versões de cerâmica em branco-pérola e azul-noite. Nos modelos de alumínio, o Ceramic Shield 2 seria 60% mais resistente que o vidro Ion-X anterior, segundo a Apple.

O watchOS 27 exige Apple Watch Series 9 ou posterior, SE 3 ou Ultra 2 ou posterior, além de iPhone 11 ou mais recente com iOS 27. Isso significa que parte do software também chegará a relógios anteriores, enquanto sensores, S11 e alguns recursos de áudio permanecem exclusivos do novo hardware.

Preço e chegada ao Brasil

A Apple Store brasileira lista o Apple Watch Series 12 a partir de R$ 5.499. Nos Estados Unidos, o preço inicial oficial é de US$ 399. São valores próprios de cada mercado, sem conversão cambial.

A pré-venda começou em 9 de setembro, e a disponibilidade nas lojas está prevista para 18 de setembro. A cobertura do Tecnoblog sobre os novos relógios também destaca sensores, prontidão e bateria como os principais pontos da geração.

O Series 12 não é apenas uma atualização anual de velocidade: ele aumenta significativamente a frequência de coleta de dados e cria recursos que escutam o ambiente. Isso amplia a utilidade, mas também torna mais importante separar informação de saúde de diagnóstico e promessa de privacidade de comportamento comprovado no uso real.

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