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ChatGPT testa anúncios visuais durante a geração de imagens

por Redação
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Ilustração editorial de uma interface de geração de imagens com um cartão publicitário visual separado ao lado.

A OpenAI anunciou em 5 de outubro de 2026 que o ChatGPT testa anúncios visuais durante a geração de imagens. O novo formato começará a ser experimentado nos Estados Unidos ainda em outubro, com um grupo inicial de anunciantes. Segundo a empresa, as peças serão identificadas como publicidade, ficarão separadas da imagem produzida pelo ChatGPT e não influenciarão as respostas do sistema.

O anúncio não representa uma liberação mundial do formato. A publicidade no ChatGPT já foi ampliada a outros mercados, incluindo o Brasil, mas a OpenAI restringiu a primeira etapa dos anúncios visuais à operação norte-americana. Para o público brasileiro, a mudança confirma a evolução do produto de anúncios, sem estabelecer quando esse tipo específico de peça aparecerá por aqui.

O novo formato aparece durante a criação de imagens

O anúncio oficial da OpenAI descreve peças capazes de mostrar inspiração de produto, exemplos de uso e experiências associadas a um serviço. A proposta é dar mais espaço para demonstração visual do que o formato básico formado por nome do anunciante, logotipo, título, descrição, destino e imagem.

Na primeira implementação, a publicidade será exibida durante o processo de geração de imagens. A OpenAI afirma que o anúncio ficará separado do arquivo que está sendo criado. Isso significa que a peça patrocinada não deve ser incorporada aos pixels da imagem solicitada pelo usuário nem apresentada como parte da resposta orgânica.

A empresa ainda não detalhou quantas peças poderão aparecer em uma sessão, como o formato se comportará em telas menores, quais interações estarão disponíveis ou se o anúncio continuará visível depois que a geração terminar. Também não informou quais anunciantes participarão do teste inicial.

A cobertura do BleepingComputer confirmou o início previsto para o fim de outubro nos Estados Unidos e o posicionamento do anúncio fora da imagem gerada. Já o Digiday observou que a novidade atende a uma demanda dos anunciantes por formatos mais expressivos, além do inventário básico usado nos primeiros meses do produto.

O teste nos Estados Unidos não equivale a lançamento no Brasil

A cronologia da publicidade no ChatGPT começou antes desta atualização. Em fevereiro, a OpenAI iniciou um piloto para adultos conectados aos planos Free e ChatGPT Go nos Estados Unidos. Plus, Pro, Business, Enterprise e Education ficaram fora da exibição de anúncios. A empresa também ofereceu controles para dispensar peças, desativar personalização e consultar por que determinado anúncio foi mostrado.

Em uma atualização publicada em 11 de agosto, a OpenAI informou que o ChatGPT Ads havia chegado ao Brasil, Reino Unido, México, Japão e Coreia do Sul. Essa disponibilidade se refere ao produto de publicidade existente, não ao novo formato apresentado em outubro.

O comunicado de 5 de outubro limita explicitamente o primeiro teste visual aos Estados Unidos. Não há data anunciada para a expansão do formato ao Brasil, nem confirmação de que todos os usuários elegíveis o verão quando a experiência começar. O teste será feito com um grupo inicial de anunciantes, o que indica implantação controlada em vez de ativação simultânea para toda a base.

Para quem usa o ChatGPT no Brasil, a regra prática continua sendo observar a identificação de conteúdo patrocinado e os controles disponíveis na conta. A chegada anterior do ChatGPT Ads ao país torna uma expansão futura possível, mas não permite afirmar que os anúncios durante a geração de imagens já estejam ativos localmente.

Medição passa a conectar anúncios a conversões

O novo formato foi anunciado junto com uma expansão da infraestrutura de medição. Hightouch, Tealium e LiveRamp poderão enviar ao ChatGPT Ads dados de conversão que já estejam nos sistemas dos anunciantes. O objetivo é relacionar uma campanha a eventos posteriores, como compra, cadastro ou geração de oportunidade comercial.

A lista de parceiros de atribuição inclui AppsFlyer, Triple Whale, Adjust, DV Rockerbox, Northbeam, Branch, Singular, Kochava, Airbridge e Tenjin. Essas empresas oferecem recursos como Conversions API, relatórios e atribuição de cliques na web e em aplicativos. Fospha, Measured e INCRMNTAL aparecem como parceiros para análises de funil completo e medições mais avançadas.

Essa ampliação complementa mudanças anunciadas em maio, quando a OpenAI apresentou novas formas de comprar anúncios no ChatGPT. Naquele momento, a plataforma começou a liberar um gerenciador de anúncios em beta, lances por clique e medição por pixel e Conversions API. O anúncio de outubro aproxima essas funções das ferramentas que anunciantes já usam para consolidar campanhas em vários canais.

O Digiday relata que a falta de medição vinha limitando orçamentos a testes pequenos. Sem conectar exposição e clique a um resultado de negócio, uma empresa tem dificuldade para comparar o ChatGPT com busca paga, redes sociais ou mídia programática. As integrações anunciadas reduzem essa lacuna operacional, mas não demonstram sozinhas que o canal entrega retorno superior.

Resultados iniciais foram divulgados pelos próprios parceiros

A OpenAI apresentou três exemplos de desempenho. Segundo a DV Rockerbox, o custo por aquisição atribuído aos anúncios da WeightWatchers ficou 15,3% abaixo do referencial combinado de busca paga da marca. A WorkMagic informou aumento estatisticamente significativo nas compras da Dose, com 67% das compras incrementais vindas de novos clientes. A Triple Whale declarou que 93% dos visitantes da Portland Leather originados no ChatGPT eram novos.

Os números são relatos dos parceiros citados no anúncio. A publicação não oferece detalhes suficientes para comparar duração, orçamento, público, método de atribuição ou resultado líquido das três campanhas. Eles devem ser lidos como evidências iniciais apresentadas por participantes do ecossistema, e não como uma média de desempenho do ChatGPT Ads.

Para avançar além da atribuição, a OpenAI está trabalhando com Haus, Measured e WorkMagic em experimentos geográficos de incrementalidade. Esse tipo de estudo procura estimar quantas conversões ocorreram por causa da campanha, em vez de apenas associar uma venda ao último clique conhecido. A própria empresa classifica esse trabalho como inicial.

Adequação de marca depende do contexto da conversa

Em uma página tradicional, anunciantes costumam avaliar o texto, vídeo ou tema que ficará ao lado da publicidade. No ChatGPT, o contexto é construído pela conversa de cada usuário. A OpenAI afirma usar revisão automatizada, supervisão humana e monitoramento contínuo para decidir quando uma interação é adequada para receber anúncios.

As políticas de publicidade atualizadas em setembro excluem conversas associadas a situações sensíveis ou inadequadas. A lista inclui saúde mental, dependência emocional, jornadas pessoais delicadas, conteúdo político, fraude, abuso cibernético, violência, discurso de ódio, automutilação e produtos regulados. As regras também proíbem que uma peça imite a interface ou a voz do ChatGPT de forma capaz de confundir o usuário.

Para necessidades específicas de uma marca, anunciantes qualificados poderão usar Negative Phrases, expressões que ajudam a impedir determinadas associações. A OpenAI também iniciou pilotos de avaliação com DoubleVerify e Integral Ad Science. Segundo a empresa, esses parceiros analisarão a aplicação dos controles em ambientes de teste, sem acessar conversas privadas reais.

Essa descrição estabelece a intenção e o desenho dos controles, mas o anúncio ainda não traz resultados finais das avaliações independentes. Os pilotos estão em desenvolvimento. A efetividade dependerá da capacidade de classificar conversas ambíguas, acompanhar mudanças de contexto e corrigir posicionamentos inadequados.

Privacidade continua sendo uma promessa central do produto

A OpenAI repete três compromissos para o ChatGPT Ads: respostas independentes, conversas privadas diante dos anunciantes e controle do usuário sobre a experiência. A empresa declara que não vende conversas para anunciantes e que a publicidade não muda o conteúdo das respostas.

Isso não elimina o uso de sinais para seleção e medição. Conversão, clique, impressão, configurações de personalização e dados enviados por integrações fazem parte do funcionamento de uma plataforma publicitária. O ponto anunciado pela OpenAI é que anunciantes e parceiros de adequação não recebem o conteúdo privado das conversas individuais.

Para o usuário, a distinção mais importante é visual e funcional. A resposta orgânica deve permanecer separada da peça patrocinada, e o anúncio precisa ser identificável antes da interação. Para o anunciante, a expansão de medição exige configurar quais eventos serão enviados, definir janelas de atribuição e verificar se o resultado atribuído também é incremental.

O Ponto Nulo já analisou como monetização cria incentivos em produtos digitais. No ChatGPT, a separação entre resposta e anúncio será o principal contrato visível: o conteúdo patrocinado pode acompanhar a tarefa, mas não deve se apresentar como recomendação orgânica do modelo.

O que muda para anunciantes e usuários

Para anunciantes, a atualização combina três componentes. O primeiro é criativo: uma peça visual associada a um momento em que a pessoa já está trabalhando com imagens. O segundo é operacional: integrações com plataformas de dados e atribuição. O terceiro é de controle: filtros de posicionamento e avaliações de adequação de marca.

Para usuários, a mudança é menor no começo porque o teste será limitado. A experiência prometida mantém a publicidade fora da imagem gerada e fora da resposta. Ainda será necessário verificar, no produto real, se a rotulagem é clara, quanto espaço a peça ocupa e quais controles aparecem em cada plano e mercado.

A OpenAI afirma que o ChatGPT alcança 1,2 bilhão de pessoas por semana e apresenta a publicidade como forma de sustentar acesso gratuito e de baixo custo. Esse número é uma métrica divulgada pela própria empresa. A estratégia amplia uma fonte de receita além de assinaturas e aproxima o ChatGPT de um mercado no qual formato, inventário, segmentação, segurança e medição precisam funcionar em conjunto.

O post sobre a operação da OpenAI no Brasil mostra que a empresa já trata o país como mercado comercial e de produtos. No caso dos anúncios visuais, porém, a informação disponível em 5 de outubro continua específica: o teste começa nos Estados Unidos, durante a geração de imagens, com anunciantes selecionados.

O que permanece sem resposta antes do teste

A OpenAI ainda não publicou a interface completa, a lista de anunciantes, critérios de elegibilidade, preço do formato, volume de exibições ou calendário internacional. Também não apresentou resultados finais dos pilotos com DoubleVerify e Integral Ad Science.

O que está confirmado é mais restrito: o ChatGPT testa anúncios visuais nos Estados Unidos ainda em outubro; as peças ficarão identificadas e separadas da imagem produzida; a plataforma amplia integrações de conversão e atribuição; e não existe data anunciada para o novo formato no Brasil.

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